Sessão Pim-Ball!

Agora com 2 páginas!

MULHER DE MINUTOS

Não sou mulher de minutos
Daquelas que os segundos varrem
Para debaixo do tapete sujo
Não pinto os cabelos de fogo
Nem faço tatuagem no umbigo
Me recuso a usar corpetes e cinta-liga
Há sementes em meu ventre
São poemas que ainda não reguei
Prefiro guardá-los em silêncio
Até que o tempo amadureça meus segundos
E a vida me contemple com seus frutos
Não borro meus cílios na solidão da noite
Nem pinto meu rosto com a palidez das manhãs
Meu corpo é feito de marés
Onde navegam mil anseios
Veleiros sem direção
Estou sempre na contramão

Monica Montone
monicamontone@yahoo.com.br

Mônica
Montonte
, que cuida da página de poesias do site
Cultural.
http://www.culturall.com.br

CLÁUDIA PASTORE
DOIS POEMAS DA SÉRIE

POEMETOS MINEIROS
PARA VIOLA DE UMA CORDA SÓ
        I
As histórias
Da minha vida
Inseridas
Na parede,
Assim
Como o trem
Que partiu
Sem os olhos
Teus

    II
Em terra estranha
Onde nasce gente feliz,
Difícil mesmo
É de avistar
Aqueles olhos
De frente,
Em meio
A tanta miséria...

Ana Peluso, que organiza o site Officina do Pensamento
(www.officinadopensamento.com.br)
Que tem espaço para o envio de textos, pensamentos, poesias...

LOUCA



A vida é linda e eu adoro, sou louca,
Quero sentir teu hálito doce e quente,
De tanto prazer e desejo me sinto oca,
Na escuridão meu corpo se ressente.

Grito, quero morrer hoje no silêncio,
Não arrisco deixar-te agora e sou louca,
Os gemidos ecoam, não parecem sacrifícios,
Extasiada te sussurro uma palavra rouca.

Quando sonolentos adormecemos não quero
Descansar a cabeça no travesseiro, sou louca,
Prefiro correr teu corpo e de novo eu espero.

O tempo se extingue e a vida passa louca,
Ninguém esquece os momentos de tanto prazer,
Na alucinação fascinante ansiamos por viver...

VÂNIA MOREIRA DINIZ

     Josef K.
                   
Por: Leandro Lemos

Sozinho nesse frio labirinto
Construído por leis estranhas
Vejo-me de cara com o destino
Entrelaçado nos tentáculos da trama

Lá fora se faz cinza o dia
Fazendo-me indiferente a vida
Tal como poema sem melodia

Simplesmente sem nada saber
Sentindo-me sufocado
Sem saber se o que vai acontecer
Será ou não julgado

Pergunto: por que estou aqui?
Sou inocente ou culpado?
O que fazer pra sair daqui?

Nessa balança não há contrapeso
A visão da mulher foi vedada
Sou mais uma vítima do desprezo
Já não há mais força na espada

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