SESSÃO LET ME TRADUCE: poesie noire!

OBLIVION
(de: J.Casters/M.Valvekens/H.Gillis)

She became a total stranger to herself
Mourning for the morning she ate out of their hands
Overwhelmed by their control, their wealth
She was standing there naked, conducting the band

It was a pleasure then it is still now
To watch her take off her stockings
Yet keeping on her pride and powder
They commercialized her body couldn't do
It to her feelings

Maybe she's far ahead of her time
Knowing that anything can be sold
But she'll never wait for the decline
They may be in command but boring and old

Oblivion to sanctify her deeds
Oblivion to satisfy her needs

Once you've got it up
You've got to keep it up

capa do cd
"Tales of Doom"

capa do cd "Love is Colder Than Death"

OBLIVION

Ela era para si  uma estranha inoportuna
Amargo mormaço da manhã que caiu de suas mãos
Submergindo sem controle, por sua fortuna
Ela, em total nudez, conduzia a banda com as mãos

Era este o único prazer que tinha agora
Tocar o tecido táctil de suas meias
Já guardando o orgulho no pó de talco
Tantos compraram seu corpo,
que ela nem se sentia

Talvez ela se reerguesse num autodomínio
Sabendo agora que alguma coisa se soltou
Mas não creio que ela esperasse tal declínio
Mesmo no comando, tudo era tédio se acabou

Oblivion para santificar seus atos
Oblivion para satisfazer seu trato

Alguma vez você relembrará
Mas o esquecimento sempre a guardará...

Transdução1: Jayro Luna

capa do cd "Tetra"

Nota sobre o vocábulo "Oblivion". Em português a palavra é utilizada por Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas: cap. CXXXV: Oblivion  e onde se lê: "Vai em versaletes esse nome. OBLIVION!" O sentido é como no inglês: esquecimento.

Para ouvir e ver um clipe do Poesie Noire (Tragedy) agora clique:
http://gothic.art.br/sepia/video.htm

1 Transdução: Traduce(inglês), falso cognato para traduzir, significa em verdade "difamar, xingar". Transduzir é o processo de recriação intersemiótica dum texto numa outra língua ou linguagem em que se leva em conta os aspectos formais e subliminares do texto, numa recriação descompromissada e bem livre dos aspectos semânticos, dominada por um jogo de refazer em que a co-autoria tende a ser uma atitude paródica ou parafrásica.