ORFEU SPAM 17/18

Jornal Eletrônico de Poesias e Artes

Editora: Epsilon Volantis

ISSN: 1807-8311

Orfeu Spam é uma publicação trimestral de poesia, música e artes em geral.

São Paulo, abr.jun. de 2007/jul.-set. de 2007.

Orfeu Spam está no ar desde janeiro de 2003

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Sessão Pim-Ball: Poesias de Graça Graúna, Ledusha, Almandrade, Cláudia Pastore,

Antônio Miranda e Eloésio Paulo dos Reis, Juliana Oliveira.

 

 


 

 

 

 

 

Ledusha

Finesse & Fissura 

 melindre da língua
fetiche do meu verso que aflora
minha finesse que finda
minha delicatesse que mingua
minha fissura que implora

                 Poema extraído do livro FINESSE E FISSURA 

Ed. Brasiliense, SP,  1984

_________________________________________________

Graça Graúna

 

Poema torto

 

cavo o infinito
num cantinho do mundo
e quando chegar a hora
como fez Quintana
- hei de levar uns poemas tortos -
como se eu fosse também
o último ser vivente

 

Almandrade

 

 

Apenas
um destino


quem chega



um cinema mudo

escuro

poema sem luz

que se perdeu

nos acordes do vento.

 

Antonio Miranda

ARTE BARROCA

Anjos, arcanjos, querubins
sujeitos à devoção e aos cupins.
Transplantados, imitados
nos confins
do mundo civilizado.

Estatuária
de cópia e recriação
impositiva mas, ainda assim
construtiva – ou seria adaptativa -
das matérias-primas
nativas, estranhas.

Nas missões e reduções
indígenas, nas montanhas
das Minas, nas plantações
escravas, numa catequese
de branco exilado, sermões
e ascese, em procissões.

Nos pampas jesuíticos
e seu ideário ou utopia
numa autoria coletiva
e mesmo anônima
numa adaptação ou improviso
renovador pela mão
do artista de exceção,
mas também por desvio
e acomodação.

Pinturas veneradas, corroídas,
santos-de-pau-oco, utensílios
vestígios coloniais nas feições
derruídas de imagens esculpidas
no cedro e na pedra-sabão.

Um barroco expandido
às vezes tosco (numa produção
de amálgama e sujeição)
de rigidez que martiriza.

Arte como parte
da missão evangelizador
e exploradora de bens
e de almas subjugadas.

Orfeu Google

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No embalar das

Ondas do mar,

A vida segue seu curso...

 

Ondas vêm, vão,

Abrem caminhos,

Moldam montanhas,

Inundam a vida de sons!...

 

Lembrar do que passou,

Ouvir o som

Das ondas numa concha:

Distante..............................

 

E cada gota d’água

Salgada, cristalina,

Uma história a contar...

 

Juliana Oliveira

31/10/2007.

 

 

 

Eloésio Paulo dos Reis

Cláudia Pastore
RAINHA DO MAR

Meu cabelo perfumado
Foi Mãe D’Água 
Que emprestou.
Longos cabelos,
Longas histórias
Nas profundezas do mar.

Tzim-Tzum
Entre sol e mar
E a magia se revela
Sobre a areia fria
E chuvosa das tantas 
Praias do mar.

É que tudo se encontra
Quase sempre
Neste mundo – vasto-mundo
Em estado dormente
E somente o fogo e
A leveza do ar,
Que não penetram
Os desertos do mar
Nos apresentam
Kianda,
Deusa das águas
E dos mistérios 
De amar.                   (12/06/06)

 

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