ORFEU SPAM 11

Jornal Eletrônico de Poesias e Artes

Editor: Jayro Luna

ISSN: 1807-8311

Orfeu Spam é uma publicação trimestral de poesia, música e artes em geral.

São Paulo, outubro/novembro/dezembro de 2005.

Orfeu Spam está no ar desde janeiro de 2003

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Sessão Metamoderna: Poesias de Jayro Luna

JK / JFK

            Para Oliver Stone e João Goulart

            “Voltarei nos braços do povo” GV.

            “Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.” Lincoln

 

JFK é John Fitzgerald Kennedy!

Se a gente tira o “F” fica JK

E JK é Juscelino Kubitschek!

 

JFK pode ser Jogos Frios do Kaos

Se a gente tira o “F” fica JK

E JK pode ser Justice of the King!

 

JFK e os mísseis de Cuba,

O “F” de JFK lembra Fidel!

K para Cuba, K para Castro!

 

JK e 50 anos em 5!

Orós, rompimento com FMI,

Brasília - o sonho de Dom Bosco no cerrado!

 

JFK e a guerra do Vietnã!

Os refugiados de Cuba, o muro de Berlim,

K para Kruschev, KKK para intolerância...

 

JK e o Cinema Novo, a Bossa Nova,

JK e seu amigo Jango,

JK deixou Brasília e em seu lugar JQ!

 

JFK e Lee Oswald, o assassino-laranja!

JK e Oswald, o antropófago

Do paideuma do Concretismo!

 

JFK morreu num carro,

Com um tiro na cabeça!...

JK morreu num carro esmagado, sucateado na estrada!

 

JK e JFK,

Cada qual representa um pouco seu povo,

Anti-heróis épicos da cultura mosaico!

 

JFK e JK,

Em lugar de JFK veio Lyndon Johnson,

E o homem olhou para os céus, para o espaço!

 

JK e JFK,

Em lugar de JK veio Jânio Quadros,

E o quadro mudou, e os homens ficaram sós...

 

JK não é JFK,

JK virou marca de carro velho e mini-série da TV!

JFK virou filme de Hollywood!

 

Opiniões dos leitores do Usina de Letras

(www.usinadeletras.com.br):

Enviado Por: Penfield Espinosa
Da cidade : S. Paulo

Parabéns pelo interessante poema em prosa sobre
JFK vs JK.
Abraços,
Penfield


 

Enviado Por: Vera
Da cidade : S.Leopoldo-RS-Brasil

Senhor JAYRO!

Muito a propósito a sua poesia sobre JK e JFK.Acho que há algumas semelhanças entre os dois:glamorosos, prometeram mais que fizeram, viraram lendas.Os dois, grandes mulherengos, mas o que fazer?Gastaram a rodo,mas o povo gosta de espetáculo, de circo,já sabia Nero.Muita dívida para pagar e um monstro prá sustentar:BRASÍLIA.Mas, quem notaria um presidente, econômico, austero que trabalhasse? Ia acabar morto em dois dias.E e esquecido pelo povo!!!Que cruel,mas verdadeiro.Abraço. Vera.


 

Enviado Por: ANTONIO MIRANDA
Da cidade : BRASÍLIA

Meu caro Jayro

cheguei até você pelo seu texto poético sobre JK e depois li outros. Gostei muito. Acho que temos coisas e comum para compartilhar.
Tenho uma página na Internet e nela, além de meus textos, coloco autores de minha preferência. Gostaria de incluir 3 ou 4 poemas seus, se autorizar. ´Pode enviar por e-mail mas se puder enviar algum de seus livros, agradeceria. E retribuiria com os meus, se enviar o endereço postal.
DF.Um Feliz Natal
Antonio
MInha página é www.antoniomiranda.com.br

 


 

cena de Long Pants, com Harry Langdon (1927)

 

 

 

Meus Discos de Rock

 

Poema Romanticreto

 

Long Pants

                A Frank Capra, Harry Langdon e Roberto Drummond

 

Que horas são / Coração” Poema Besta, Oswald de Andrade.

Sim, sim, sim... Crucificai-me nas navegações”. Ode Marítima, Álvaro de Campos

Que é te conto? Na bebericagem.” Ulisses, James Joyce.

 

I

O autor desse modesto baedecker anésico:

-Sus! Ânimo! Eia! Ladies & Gentlemen!

A esperança nos salvará deste temeroso engano

E nos levará a contento a um continente ignorado!

 

-Meu pai! Esconjura o recém-aparecido.

Pare essa caranguejola!

=Cadê o pau, meu filho? Onde está o pau?

-Atirei o pau no Atlântico!

 

Trepa no pau-de-sebo

E espia improficuamente

Os horizontes uniformes...

 

Com sua calosidade nojenta e mole

É conduzido até os porões

Que se abrem e fecham como o Inferno de Dante...

 

II

=E se fosse uma mordida da mosca Tse-tsé?

=E se empregássemos a eletrocução parcial?

Que chovam raios de T.S.F.

Sobre a pontiaguda excrecência!...

 

Para a festança de bordo, improvisa-se uma enorme piscina,

Aí, passa nu horas e horas...Chegada a hora da festa de Netuno,

Com barbas postiças faz de Deus dos Mares,

Espoca e baba nas taças e entoa o Rigoletto.

 

O Último Hamlet anda sempre de botas lustrosas...

Trancafiado nas masmorras do porão...

Num lindo ocaso, estão todos locupletados de gim...

 

Na noite estrepitosa os ruídos da farra de despedida:

-Quem é deste poema o autor? Eu ou você?

Com toda a força de um traque sou posto para fora...

 

 

 


 

Canto ao Crato

A N.Sr.ª da Penha

“Flor da terra do sol
Ó berço esplêndido
Dos guerreiros da Tribo Cariri”. Hino do Crato, Martins D’Alvarez

 

 

Incrustada ao pé da chapada do Araripe

No Vale do Cariri, qual senda e cratera,

A cidade brilha sob o Sol qual acepipe

Tropical, Ilha Chipre do sertão à vera!

 

Crato da Confederação, da nova era,

Do Caldeirão, berço de Juazeiro, Saintship...

De Dona Bárbara, Martiniano... Venera

A cidade seus heróis...Realeza-kingship!

 

Crato da Igreja da Sé, Cristo redentor,

Do museu d’arqueologia, da casa da câmara,

Da estação ferroviária, São José, pendor...

 

Da serra cujo céu abraça num vôo de sâmara!...

De tantas águas que Vênus, deusa do amor,

Dedirrósea, por seu acento reclamará!

 

©Jayro Luna - 2005.

 

 

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