Revista de Estudos Culturais e da Contemporaneidade - ISSN: 2236-1499

Apresentação

 

 

O presente volume de “DIÁLOGOS” significa a retomada de uma atividade fundamental no âmbito do conhecimento. Como um periódico dedicado a produção científica, busca a interdisciplinaridade referenciada tanto pela formação dos autores dos diferentes artigos publicados, como também nas diferentes temáticas abordadas no campo da literatura, da educação e da pesquisa social.

“DIÁLOGOS” busca preencher uma lacuna no campo da produção acadêmico científica, mas também campo do imaginário social ao propor aos leitores uma atividade de diálogo com a realidade. Seus autores são pesquisadores (professores e estudantes) interessados na divulgação de suas produções científicas. Para os mesmos, o objetivo é ampliar o debate sobre os diferentes temas, porque escrever nesta perspectiva é como escrever a duas, três, quatro mãos. Trata-se, portanto de um desafio possibilitado pela dedicação e pesquisa.

O presente volume constitui, por assim dizer uma parceria entre seus autores e os leitores, sendo estes, analistas, pois sem eles não teria sentido publicar. Assim o conhecimento forma redes de subjetividades. A visão e a prática do escrever aqui, como são vividas pelos diferentes autores dos textos publicados, no presente volume, seguem o preceito Espinosista; a explicitação de que é preciso também aprender, aqui, com os leitores pelo exercício da crítica, onde se consubstancia o “diálogo” ou, num dito bourdieusiano: “Não deplorar, não rir, não detestar, mas compreender.

De nada adiantaria se ao escritor se fizesse seu preceito, se não fosse capaz de fornecer também meios de o leitor o compreender. Ou, como fornecer meios de compreender, isto é, de tomar as pessoas como elas são, senão oferecendo-lhes instrumentos necessários para apreendê-los como necessários, por deles necessitar, relacionando-os metodicamente às causas e às razões que elas têm de ser como são? Mas, como tornar isso possível se não os inquietar pela reflexão? Como evitar, por exemplo, de dar à transcrição da conversa, com seu preâmbulo analítico, o procedimento de um caso clínico precedido de um diagnóstico classificatório? A intervenção do analista é tão difícil quanto necessário: ela deve ao mesmo tempo declarar-se sem a menor dissimulação e trabalhar sem cessar para fazer-se esquecer.

Assim desejamos a todos boa leitura.  

 

 

 

Prof. Dr. Adjair Alves

 

Revista de Estudos Culturais e da Contemporaneidade - ISSN: 2236-1499