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Resumo de O Dia dos Prodígios de Lídia Jorge

A obra de Lídia Jorge O Dia dos Prodígios relata a história de um povoado, o Vilarejo de Vilamaninhos.

Povoado este que acreditava em história mirabolantes criadas pelos próprios moradores.

Essas criações provém da falta do que fazer no distante e abandonado vilarejo, pois os moradores já tinham uma certa idade e as condições locais não davam outra alternativa de vida e costumeiramente tomavam conta uns das vidas dos outros, dandos palpites e se intrometendo no que não lhes dizia respeito.

Inventam histórias baseadas em desejos pessoais recalcados para suprir a ausência de fatos concretos. Pessoas que no fim são acusadas de loucas por acreditarem tanto na imaginação sobre a realidade.

A obra é apresentada quase toda em forma de diálogos.Havendo ainda partes em que as páginas têm o texto disposto em colunas, em que uma coluna faz um comentário paralelo ao que se desenvolve em outra..

Podemos compor uma tríade dos sinais mirabolantes conforme eles eram entendidos pelos habitantes do povoado:

 

 

o desaparecimento da cobra

 

 

 

 

 

Caixa de texto: Sinais dos fins dos tempos

                          O riso da besta                                                           aparição das formigas

 

O primeiro sinal: O grande mistério do desaparecimento da cobra morta, que criou asas de escama e voou, desaparecendo como por encanto.

O segundo sinal: o espanto de Pássaro ao ver a mula sorrir por mais de três vezes.

O terceiro sinal: José Jorge Júnior sentiu-se perseguido por males indignos, que seriam as formigas, bichos pequenos, figuras quase imóveis, tão presentes e incômodas que trepavam no corpo e penetravam na boca.

 

Segundo Álvaro Cardoso Gomes: “O Processo de desalienação subentende a superação desse estado repressivo, ou simbolicamente do prodígio. Carminha, em vez de esperar os pretendentes de fora, encontra a solução para seu caso amoroso dentro de Vilamaninhos, ao mar o lunático Macário. Branca, por sua vez, liberta-se da sujeição ao marido com sua privilegiada vidência. Em conseqüência, com a libertação de ambas as figuras femininas emblemáticas, o tempo perde o caráter escatológico. Simbolicamente, o dragão morre, ele que anunciaria o ‘dia dos prodígios’, o milagre que viria redimir os habitantes da vila. Em conclusão, Lídia Jorge dá a antender que os milagres não existem, ou ainda, que o prodígio está em cada um assumir a sua humanidade, para fugir da alienação.” (A Voz Itinerante, p. 43-44)