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Ronaldo Azeredo

(Rio de Janeiro RJ, 1937)

É um nome importante do movimento concretista brasileiro. Em 1956 e 1957, participou do lançamento oficial da Poesia Concreta, na I Exposição Nacional de Arte Concreta no MAM/SP e no saguão do MEC/RJ. Ainda em 1956, sairia seu livro de poesia Mínimo Múltiplo Comum. Em 1962, teve poemas incluídos em Poesia Concreta, antologia organizada pelo Serviço de Propaganda e Expansão Comercial da Embaixada do Brasil em Lisboa. Sua obra inclui poemas em pano, poemas-mapa, poemas-desenho, poemas-partitura e poemas-quebra-cabeça, que produziu em 1970, em São Paulo. Sua obra poética compreende os livros Panagens (1975), Labirintexto (1976), Armar (1977), Sonhos Dourados (1982) e Noite Noite Noite (1990), entre outros. Os poemas de Azeredo, que cedo identificou-se com o concretismo, flertam com as artes visuais e constituem verdadeiros emblemas do procedimento concretista de construção poética.

 

corpo a pouco
pouco a corpo
corpo a pouco
pouco a corpo

VVVVVVVVVV
VVVVVVVVVE
VVVVVVVVEL
VVVVVVVELO
VVVVVVELOC
VVVVVELOCI
VVVVELOCID
VVVELOCIDA
VVELOCIDAD
VELOCIDADE

 

r u a r u a r u a s o l
r u a r u a s o l r u a
r u a s o l r u a r u a
s o l r u a r u a r u a
r u a r u a r u a s

na boca do lobo

fogo

na boca do corvo

fogo

na boca do cofre

fogo

na boca do fogo

povo

 

O                    E

OE               TE

OES          STE

OEST     ESTE

OESTELESTE