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Hilda Furacão - Roberto Drummond - resumo

A trajetória de Hilda Furacão, a mais desejada prostituta da zona boêmia de Belo Horizonte nos anos 50. Filha de uma tradicional família de classe média, Hilda escandalizou a sociedade mineira ao romper com a família e com as convenções fugindo no dia de seu casamento e indo refugiar-se entre as prostitutas.

Na pequena cidade de Santana dos Ferros, vivem três amigos inseparáveis, cada um deles com um sonho: Maltus quer ser frade dominicano. Roberto Drummond pretende fazer a revolução comunista, e Aramel, o Belo, almeja o sucesso em Hollywood. Os planos dos três são afetados pelo surgimento de Hilda, por quem frei Maltus se apaixona, passando a enfrentar um intenso conflito, dividido entre a castidade e o pecado.

A história é narrada pelas memórias do jornalista Roberto Drummond, então repórter iniciante do jornal Folha de Minas, encarregado de traçar o perfil de Hilda Furacão, uma mulher que desafiou as regras da moral e bons costumes numa época de repressão em que a sociedade, hipócrita, ditava as normas de conduta.

O romance é fragmentado, pois possui constantes mudanças de enfoques. Para facilitar o nosso trabalho proporemos que se faça duas leituras: Uma primeira que almeja desvendar o mistério da garota do maiô dourado (a Hilda que desfilava sua beleza pelo Minas Tênis e depois tornou-se prostituta); Uma segunda que mistura ficção e realidade histórica brasileira (ditadura militar e censura); o mais brilhante é que tudo começa e termina no dia 1° de abril que simboliza o dia da mentira eis então a grande proposta ficcional do autor. Roberto começa narrando em 1° pessoa a sua própria condição jovem de comunista e idealista. pretendo ser um grande jornalista e irritadiço por compararem seu sobrenome com o grande poeta Carlos Drummond de Andrade. Pelo que o narrador fala de si e da cidade observamos que o tempo precede os anos de 64 (época do golpe militar). Nesse ínterim, o narrador trava correspondência com as tias de Santana dos Ferros - Tia Ciana e Çãozinha, que são as interlocutoras do relato. A grande trama da obra verifica-se no encontro entre o santo Frei Malthus e a bela Hilda no qual aquele, ao tentar expurgar o mal da zona boêmia acaba enredado pela paixão que estabelece-se entre ele e Hilda.Roberto é o jornalista que relatará ao leitor como estão acontecendo os fatos na zona boêmia (lembre-se que Malthus, Aramel e Roberto são os três mosqueteiros - amigos de infância e desta forma Roberto terá maior possibilidade de levantar dados para o leitor). Após o desaparecimento do seu sapato, Hilda lança um concurso para que o devolvam - então inicia-se um conto de cinderela às avessas pois Malthus acabará por reconhecer o seu amor pela bela. Contudo o final é triste pois ambos desencontram-se quando da fuga para viverem um grande amor - Malthus será preso no primeiro dia de vigência do golpe militar de 64. Outras estórias entrecortam a narrativa - a cidade de Santana dos Ferros e seus caso hilários demonstram a habilidade deste escritor - o episódio do Adão nu pintado pela artista Yara Tupinambá no painel da Igreja que foi fiel aos moldes do modelo escandaliza a cidade entre elas está a tia Ciana, que passa a entrar na igreja de costas. Ou quando do milagre do choro da santa que tia Ciana descobriu e que depois configurou um erro pois era urina do sobrinho do padre.

Roberto é o alter-ego biográfico do jornalista Roberto Drummond. Jovem comunista e idealista que ama a bela M. Aramel, o belo "nunca houve homem mais belo que Aramel" jovem que almeja o estrelato hollywodiano por sua aparência de galã. Acaba por tornar-se um cafetão a serviço do poderoso Antônio Luciano. Após um desencontro amoroso humilhante vai para os EUA e torna-se gângster Frei Malthus o pivô do grande romance, julgado pela comunidade como "o santo", este personagem se apaixonará pela bela Hilda Furacão.

O mito da cinderela é passado ao leitor quando do acidente que deixa o sapato de Hilda sob a posse do frei que tentará fugir do pecado martirizando-se e comendo o seu favorito doce de jabuticaba

As tias Ciana e Çãozinha são as representantes ( há vários flashes de Santana dos Ferros _ interior mineiro) do conservadorismo e liberalismo. São as tias que Roberto trava correspondência constantemente. Gabriela A primeira amada de Aramel, que fora contratado pelo traumatizado, gordo e tímido jornalista Emecê para representá-lo no encontro marcado. Antônio Luciano representante do poder econômico e político. Sua diversão era deflorar virgens e Aramel era o encarregado de receptá-las.

 

 

Série da televisão:

 

 

Globo - 22h30

de 27 de maio a 23 de julho de 1998

32 capítulos

minissérie de Glória Perez

baseada no romance homônimo de Roberto Drummond

direção de Wolf Maya, Maurício Farias e Luciano Sabino

direção geral de Wolf Maya

 

Elenco:

ANA PAULA ARÓSIO - Hilda Furacão

RODRIGO SANTORO - Maltus

DANTON MELLO - Roberto Drummond

PAULO AUTRAN - Padre Nelson

ROGÉRIO CARDOSO - Ventura

EVA TODOR - Loló

CININHA DE PAULA - Lucianara

LUÍS MELLO - Padre Ciro

PALOMA DUARTE - Leonor

ROSI CAMPOS - Maria Tomba-Homem

MATHEUS NACHTERGAELE - Cintura Fina

CLÁUDIA ALENCAR - Divinéia

ANSELMO VASCONCELLOS - Jabuti

WALDEREZ DE BARROS - Ciana

DÉBORA DUARTE - Çãozinha

ZEZÉ POLESSA - Neném

THIAGO LACERDA - Aramel

TEREZA SEIBLITZ - Gabriela "M"

STÊNIO GARCIA - Tonico Mendes

RICARDO BLAT - Cidinho

SÉRGIO LOROZA - M.C.

CHICO DIAZ - Orlando Bonfim

CAROLINA KASTING - Bela Bê

TATIANA ISSA - Dorinha

MARCOS FROTA - Padre Geraldo

GUILHERME KARAN - João Dindim

IARA JAMRA - Beata Fininha

LUÍS CLÁUDIO JR. - Dudu

IVAN CÂNDIDO - Delegado Procópio

MARA MANZAN - Nevita

MARCOS OLIVEIRA - Zé Viana

CARLOS GREGÓRIO - Alencastro

CAIO JUNQUEIRA - Demétrio

DANIEL BOAVENTURA - Zico

MARIA MAYA - Zora

WÁLTER VERVE - Alves

ELAINE MICKELY - Rosa

FERNANDA BADAUÊ - Lucília

PEDRO BRÍCIO - Juca

ZEZEH BARBOSA - Guiomar

GUGA COELHO - Vitinho

DARY REIS

SARAH LAVIGNE - Anita

Zé do Raimundo

THAÍS TEDESCO - Alice

YACHMIN GAZAL - Alicinha

MARILENA CURY - Alição

PRISCILA LUZ - Lurdinha

HENRI CASTELLI - Celso

RENATO RABELLO - Padre Guido

PRISCILLA LUZ - Mariângela

ADRIANA ZATTAR - Sarita

MÁRCIA BARROS - Dirce

MÔNICA LIMA - Dulce

MARIA GLADYS - Cecília

ALEXANDRE MORENO - Enéas (guarda)

MARCELO BROU - guarda
TARCÍSIO MEIRA - Coronel Pocidônio

ROBERTO BONFIM - Coronel Filogônio

ARLETE SALLES - Madame Janete

CARLOS VEREZA - Lorca

MÁRIO LAGO - Olavo

HENRI PAGNOCELLI - Müeller

ELIANE GIARDINI - Berta

STEPAN NERCESSIAN - Goiano

SUZANA GONÇALVES - Yara Tupinambá

 

(Apostila 47 de Lit. brasileira Contemporânea)