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Márcio Souza - GALVEZ, IMPERADOR DO ACRE - resumo

Biografia
Márcio Gonçalves Bentes de Souza nasceu em Manaus, Amazonas, em 4 de março de 1946. Formado em Ciências Sociais pela USP, Márcio é jornalista, escritor, crítico, articulista, diretor e roteirista de teatro e cinema e diretor de cinema. Também se dedica à gestão e às políticas de comunicação e cultura, tendo exercido diversos cargos públicos nestas áreas.

Publicou cerca de 21 livros, entre os quais “Mad Maria”, “Galvez, Imperador do Acre”, “A irresistível Ascensão do Boto Tucuxi”, “O Brasileiro Voador” , “O Empate contra Chico Mendes”, “Entre Moisés e Macunaíma” e “Teatro Completo”, em três volumes.

No cinema, foi roteirista, entre outros, de “O brasileiro Voador”, dirigido por Tisuka Yamazaki e dirigiu o curta-metragem “Funarte A História de uma experiência” (2000).

Entre outros cargos públicos, Marcio Souza foi Coordenador das Edições Governo do Estado do Amazonas, Diretor de Planejamento da Fundação Cultural do Amazonas, Diretor do Departamento Nacional do Livro, da Fundação Biblioteca Nacional e – Presidente da Funarte – Fundação Nacional de Arte, Ministério da Cultura (1995)

Sinopse:

Um aventureiro espanhol, Luiz Galvez, aparece em Belém e consegue emprego como redator no jornal A Província do Pará. Logo se envolve com o cônsul da Bolívia e acaba revelando os planos de alguns homens de negócios dos Estados Unidos que desejavam ocupar um vasto e rico território ainda pouco conhecido, perdido entre as fronteiras do Brasil, Bolívia e Peru. O escândalo obriga Galvez a fugir da cidade, embarcando clandestino num navio de missionários católicos.

Daí em diante não terá sossego e enfrentará índios canibais, comandará um exército de poetas e bêbados, amará muitas mulheres fascinantes e, por fim, será coroado Imperador do Acre , o reino tropical encravado nos confins da selva amazônica, onde será o supremo mandatário por escassos e alucinados meses.

Esta é uma história de aventuras onde o herói, no fim, morre na cama de velhice. E quanto ao estilo o leitor há de dizer que finalmente o Amazonas chegou em 1922. Não importa, não se faz mais histórias de aventuras como antigamente. Em 1922 do gregoriano calendário o Amazonas ainda sublimava o latifoliado parnasianismo que deu dores de cabeça a uma palmeira de Euclides da Cunha. Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície . Um aventureiro que assistiu às notas de mil-réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça o que a lenda requentou. Depois dele: o turismo multinacional .”

“ Ninguém deve temer a possibilidade de que o fluxo de admiráveis romances latino-americanos esteja secando. Este romance do brasileiro Márcio Souza traz a garantia de sua aparente inesgotável vitalidade , pois o livro é ao mesmo tempo uma delícia de comicidade e um conjunto de pouco prováveis , meio verdadeiras aventuras , recontadas com perícia e economia .”

New Yorker. Uma delícia ... uma estréia admirável - The New York Times .

 

 

Aventureiro de origem espanhola, Luiz Galvez se vê obrigado a fugir de Belém para Manaus, depois de participar de conspiração para anexar o Acre ao Brasil. Em Manaus, reata suas ligações com alguns dos conspiradores. Começam os preparativos. Artistas, loucos, prostitutas, mercenários, bêbados, visionários compõem a tropa recrutada que, um dia, ataca e derrota os bolivianos. Cria-se, então, o Estado Independente do Acre, tendo Galvez como seu chefe supremo, coroado numa cerimônia bonapartista.

Depois de algum tempo, orientados por mais um militar que se acreditava a última reserva moral, um bando de sediciosos depõe o governo espalhafatoso de Luiz Galvez. Termiana, assim, em meio a orgias, porres e vômitos, a saga desse (anti)herói que se reconhece um “pastiche da literatura em série, tão subsidiária e tão preenchedora do mundo”. (adapt. De Antônio Dimas, Lit. Comentada, Abril Cultural)

 

(Apostila 27 de Lit. brasileira Contemporânea)